Conversas Imaginárias 2011

 

Sábado, 16 de Abril 10:30 – Ponto de Encontro: Piano-Bar do CLP. Sessões no Auditório: 11:30 – Novas formas de publicação em Portugal (debate com Pedro Ventura, Carla Ribeiro, Diana Sousa e Ana Cláudia Silva; moderação de Rogério Ribeiro). 12:30 – Intervalo. 14:00 – Arte Fantástica: Ilustração, Fotografia e Banda Desenhada (apresentações por Ana Cruz, André Coelho, Pedro Miranda, Manuel Alves e Diogo Carvalho; moderação de Rui Ramos). 15:30 – Marionetas do Porto (apresentação por Isabel Barros e Shirley Resende; moderação de Rui Ramos). 16:00 – O Porto Fantástico e o Fantástico no Porto: À conversa com Beatriz Pacheco Pereira (moderação de Rogério Ribeiro). 17:00 – Intervalo. 17:30 – Contos: O Fantástico em dose concentrada (debate com João Ventura, Jorge Palinhos e João Reis; moderado por Inês Botelho). 18:30 – Projectos multimédia (apresentações de Nocturnus (Rafael Loureiro-escritor+Alexandre Cebrian Valente-cineasta), Yoshi (João Pedro Sousa-mangaka+Pedro Andrade-músico), Noidz e UnderSiege; moderação de Rogério Ribeiro). 20:30 – Encontro em restaurante a anunciar. Jantar com a participação especial da contadora de histórias Clara Haddad. Domingo, 17 de Abril 10:30 – Ponto de Encontro: Piano-Bar do CLP. Demonstrações de roleplaying games. Sessões no Auditório: 11:30 – Literatura Fantástica Portuguesa (debate com João Barreiros, Ana Cristina Alves, Luís Filipe Silva e João Seixas; moderação de Madalena Santos). 13:00 – Intervalo. 14:30 – Utopias e Distopias (debate com Fátima Vieira, Luís Filipe Silva e João Seixas; moderação de Inês Botelho). 15:30 – Cinema Fantástico (debate com José Pedro Lopes, Pedro Leite, Artur Serra Araújo; moderação de Rui Baptista). 17:00 – Intervalo. 17:30 – Gravação ao vivo do podcast Jogador-Sonhador (por Ricardo Tavares). Organização: Rogério Ribeiro, Rui Baptista, Inês Botelho, Rui Ramos e Madalena Santos. Colaboração na org.: Isabel Damião (CLP). Conversas Imaginárias 2011 @Porto http://conversas-imaginarias.blogspot.com/ Local: CLP – Clube Literário do Porto http://clubeliterariodoporto.co.pt/

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Não! Desta vez não foi o David. Fui eu!

Ao ler o post em que o Fábio Ventura se desculpa (e bem!) do seu inglório “deslize” na entrevista dada a um jornal local e que tanta tinta fez correr, reparo que existem comentários que revelam alguma sensatez (como é o caso dos produzidos por CatsaDiablo, Joana ou Ana C. Nunes) e outros que ainda que perpetuam o tal “deslize”, dando-lhe carácter de indiscutível verdade.

Exemplo:

d311nh4 disse…

Não te chateies com isso Fábio!
O género fantástico é de facto dirigido ao público mais jovem o que não quer dizer que seja EXCLUSIVAMENTE lido e escrito pelos mais jovens!
Concordo com o Paulo, é um género mais fácil de singrar mas não é tão fácil de escrever porque requer imaginação e não tanto experiencia de vida, daí os jovens o escreverem mais vezes!
Ignora os ataques e move on!!!!
Quero ler esse livrinho a que tanto te dedicas!=)
Beijinhos*”

O Fantástico, segundo esta jovem, é um género “dirigido ao público mais jovem“. Uma literatura infantil e/ou teenager, portanto! Será que ela tem plena noção de tudo aquilo que o Fantástico abarca? Ou vive na confortável e redutora noção que o Fantástico se reduz ao que se apelidou de “fantasia urbana”?

Daqui, a autora avança para “é um género mais fácil de singrar” e “requer imaginação e não tanto experiencia de vida, daí os jovens o escreverem mais vezes”! Fácil? Fácil seria perguntar o que representa esse “fácil”! Mas nem vou comentar esta seborreia intelectual, prova inegável de que o silêncio pode ser uma virtude quando o que temos para dizer só revela desconhecimento de causa – aquilo que vulgarmente apelidamos de ignorância. Qualquer pessoa minimamente consciente tirará as suas ilações.

Vejamos então o que se dirá sobre estas afirmações!

 

Andreia Torres

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Trëma

Manifesto Trëma


Não será, felizmente, novidade absoluta o lançamento de uma revista de cariz literário particularmente relacionada com o género da ficção especulativa. 

No entanto, no caso presente, pretendemos que a nova revista Trëma seja a ponta do icebergue de um projecto mais vasto, com características pouco ortodoxas, e com o qual pretendemos colmatar um vazio que sentimos existir no campo da ficção especulativa em Portugal.

Um novo nome

Optámos pelo nome Trëma por duas razões principais:

1) a intimidação (benéfica) de um processo de avaliação crítico; 2) pela sua existência na grafia brasileira da língua portuguesa, sendo um elemento “alien” em algo que nós tão bem conhecemos; é o alien dentro de nós próprios.

De um novo projecto

Pretendemos dar forma a um projecto que assuma um papel de especial atenção aos criadores e às suas obras, que estabeleça padrões claros em termos de qualidade e de referências, e que faça por participar de forma activa, – informativa e formativa –, para a aplicação desses padrões. Que contribua para a divulgação e debate do que actualmente influencia o mercado editorial, nomeadamente o que afecta as diversas correntes que se aglutinam nesse caótico albergue espanhol comummente apelidado de “género fantástico”.

Outro dos objectivos do Trëma é posicionar-se sem complexos no cerne do que é hoje este género; no qual a uma veia underground longeva, militante e resistente, veio juntar-se a actual moda que, primeiro pela fantasia épica e depois pela fantasia urbana, tem causado um influxo adicional de novos leitores, de novos executantes, e de novas publicações. Uma Torre de Babel para a qual interessa criar um (fidedigno) guia de viagem, tentando igualmente contribuir para o seu melhor desenvolvimento e para uma produtiva troca de experiências.

O projecto terá vários componentes, quer apoiados em novas tecnologias quer de carácter presencial; sendo iniciado com o lançamento da Trëma, em formato electrónico e em papel, e com o embrião da sua presença na Internet. Pretende-se ainda que abranja oficinas literárias presenciais, a começar por lançar em breve em Lisboa.

Com uma nova publicação

A revista funcionará de certa forma também como uma oficina literária. Efectivamente, o processo de submissão, e eventual publicação, de textos irá respeitar vários processos diferentes do usual. Assim, cada texto recebido será avaliado por um editor e por dois avaliadores, convidados pela revista entre os profissionais da área; mantendo estes últimos o anonimato durante todo o processo. O autor terá acesso aos comentários dos três, por escrito; excepto se o editor, o único elemento que se identifica pessoalmente, decida previamente que o texto não possui qualidade mínima para ser submetido aos avaliadores, enviando apenas o seu comentário por escrito ao autor.

De uma forma sucinta, o texto poderá ser recusado, com um resumo global das causas dessa recusa, ou poderão ser apontadas mudanças, estruturais ou de pormenor, que possam fazer aproximá-lo dos padrões exigidos pela revista. Obviamente, o texto poderá também ser imediatamente aceite!

Para além de ficção, a revista irá também publicar resenhas, artigos, entrevistas, notícias e rubricas de opinião. E, para além da literatura, pretende adicionalmente abordar outras formas de criação que estejam ligadas ao género fantástico.

Como podem depreender pela ambição descrita acima, este será um caminho trabalhoso. Assim, planeamos lançar o primeiro número no segundo semestre de 2011. Até lá, contamos com a vossa participação, e opiniões, que podem ser endereçadas atrema.mag@gmail.com ou transmitidas no blogue trema-mag.blogspot.com, para que o projecto arranque da melhor forma.
Rogério Ribeiro e Sofia Vilarigues (e logotipo de Ana Baptista)

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Boicote à Papiro Editora

Por opção própria e consciente, esta é a primeira editora pay-to-edit que pretendo boicotar. Não tenho nada contra os autores desta marca – até porque já aqui referi obras da mesma. No entanto, tomo esta decisão. Ao contrário de outras pessoas na internet, não permito que a minha consciência seja comprada por ofertas de “livrinhos”!

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Revista Bang! nº 9

Chegou o nº 9 da revista Bang! A revista portuguesa dedicada à fantasia, ficção científica e horror, produzida pela editora Saída de Emergência e distribuída gratuitamente na Fnac. Com ficção nacional e estrangeira, críticas, ensaios, passatempos, BD e muito mais.

Infelizmente não tive tempo de analisar os vários artigos do número anterior. Ficarei a aguardar que esta chegue ás minhas mãos.

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Odysseus, loyal to his comrades, puts their safety before his own, risking his own neck to save their hides.*

‘“Oh, Circe, how could any man in his right mind ever endure to taste of the food and drink that are set before him, until with his eyes he saw his companions set free? So then, if you are sincerely telling me to eat and drink, set them free, so my eyes can again behold my eager companions.”’ (10.383-387)

* mas há uma menina que não percebe isto. Pior para ela! 😉

Nota: este post é do foro pessoal não está relacionado com nenhum outro assunto abordado anteriormente.

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“By ignorance we mistake, and by mistakes we learn” – I hope!

Em primeiro lugar, sempre achei aberrante que em Portugal ainda se debata a legitimidade do Fantástico, quando este já o fez per si. Tais considerações apenas servem para lançar dúvidas nos menos esclarecidos. Não tenham dúvidas, o Fantástico ( como expressão da artística da imaginação ) é um dos pilares da Humanidade. É-nos tão necessário e essencial como o próprio conhecimento científico. Um desconhecido chamado Einstein concordava comigo:“The gift of fantasy has meant more to me than my talent for absorbing positive knowledge.” A meu ver, estar preso ao que é tido por “real”, renegando o Fantástico para o campo da “palermice infantil” não é prova de siso nem de maturidade intelectual, antes de uma colagem a uma mentalidade mais própria dos prossímios do que propriamente dos sapiens.

Recordo agora um conhecido meu que tendo tais “tiques” discriminatórios, dizia reger a sua conduta por um livro que mantinha à cabeceira, uma obra que vejo como exemplo do Fantástico, quer se considere ou não “sagrada”. Sim, o Inferno espera-me por tais afirmações! Ou não… 😉

Há Fantástico e Fantástico! Mas a existência de obras de qualidade “questionável” nunca poderá colocar em causa o Género. Essa óbvia constatação não invalida, no entanto, uma análise qualitativa (comparada, consciente e fundamentada) do que vai surgindo no “cardápio”.

Não deixa de ser confrangedor que qualquer “desacordo” dentro do Fantástico, assuma de imediato a aparência de “um contar de espingardas” para uma iminente guerra apocalíptica, constantemente adiada para data incerta.

O Fábio Ventura esteve mal. Muito mal. Os críticos do Fantástico devem ter esfregado as mão de contentes! Imaginem um político vir dizer que só o é por ser infantil e não saber fazer mais nada! A leviandade paga-se cara, tal como a inconsciência. Acredito que as entrevistas sejam um bom tónico para a ego, mas contendo declarações que se irão tornar públicas, devem ser bem ponderadas – o que chega até a exigir preparação prévia, caso não haja o background que permita um seguro à-vontade nessas ocasiões. Caso contrário, vale mais permanecer em silêncio. Poupa-se assim o público a disparates e o próprio entrevistado a futuras vergonhas.

O David Soares, muitas vezes criticado pela sua agressividade – talvez por saber que está num “mundo cão” em que qualquer veleidade é tida por fraqueza, logo aproveitada pelos muitos predadores -, acabou por ser rapidamente investido no papel  de “Pôncio Pilatos” do Fantástico. Dando ênfase à ideia de ataque pessoal e ao estilo “duro” do David, muitos esqueceram ou não perceberam que ele está, afinal, a defender o próprio Fantástico. Algo que a maioria não faz, nem tem o que é preciso para fazer. O David fez o que maioria esquece- defender o Fantástico!

PS: A verdade é que vejo muita gente perder-se em intermináveis conversas de chacha e nunca a defender o Fantástico. Aliás, quando alguns tentam falar de literatura, acabam por ficar a falar sozinhos. Na verdade, muitos “escritores” são completamente amorfos em relação a temas que ultrapassem as conversas de circunstância. Isso não merece também alguma reflexão?

PS2: Não escondo nem nunca escondi que tenho 4 ou 5 autores de Fantástico portugueses que respeito, seja pela qualidade da escrita, pela criatividade ou até pelo background e cultura geral que evidenciam. Lamento muito, mas considero estes elementos como sine qua non. Não procuro “encaixar” em facções – tenho a minha objectividade e os meus conhecimentos. Tanto elogio um desconhecido, como critico um amigo – julgo que outros deveriam trilhar esta imparcialidade.

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