Egotism is nature’s compensation for mediocrity


Anda por aí um opinador que se julga sacralizado por um conhecimento superior que não pode nem deve ser contrariado, sob risco de se cometer uma terrível heresia que levará a um eterno padecimento no inferno da absoluta ignorância.  Ao que parece, a sua dogmática sabedoria baseia-se na vasta imensidão de obras que já terá lido, tornando-a assim inquestionável pelos comuns mortais! Demasiado tempo livre? Talvez! De qualquer das maneiras, o saber meramente livresco costuma parir génios muito “limitados” a nível emocional! Prova disso mesmo é o rancor pessoal que insiste não ser a sua motivação mas que qualquer leitor avisado reconhece na sua dolorosa prosa. É demasiado forte! Ai! Não dá para conter! O seu egotismo doentio não lhe permite repousar sabendo que alguém o contrariou! Que chatice viver num regime democrático em que não se pode simplesmente aniquilar os contestatários! Good old Mao and his little red book! LOL

Reparem que a discussão surge por ele achar que um conhecido dele não podia elogiar o que ele não considera digno!

Bem, alguém tinha de ser o Baco camoniano na epopeia do Fantástico português! 😉

Temos de admitir que as suas exposições são repletas de sábias citações, de referências literárias e cinematográficas, de algumas verdades do senso-comum, ricas em sarcasmo e ironia, blá, blá e o diabo a quatro… Mas pouco mais!  Essa preocupação estilística mas isenta de conteúdo real revela desde logo a sua concepção da literatura. O exagero formal é tal – talvez um inconsciente mecanismo de compensação ou um simples frisar da tal suposta eugenia intelectual – que acaba por cair no ridículo aos olhos dos que não se deixam impressionar pelo ofuscante brilho da retórica rebuscada e das palavras alheias que gosta de (ab)usar, pensando que assim se coloca em bicos de pés, bem acima da restante turba.  Mesmo quando apresenta argumentos, surge novamente no campo do ridículo:  “clichés banalizantes como “Não te preocupaste em saber como eu estava quando me deixaste….” (p.111).” Se isto é um cliché para o sábio analista literário, então podemos afirmar que toda a literatura não passa de um grande cliché! Segundo este raciocínio, qualquer frase ou palavra poderá ser um cliché! O que não é cliché para ele? O hipérbato da linguagem poética? My God! Que crédito podemos dar ao autor de tais afirmações? Zicles!

É verdade que precisamos de quem discuta a qualidade formal e de conteúdo, de forma lúcida e sem demasiado “subjectivismo”, para assim contribuir para um desenvolvimento da própria produção literária. Não precisamos é de pessoas que caem no ridículo, arrastando para esse mesmo ridículo algumas boas ideias anteriormente defendidas – agora deitadas no lixo. Não precisamos de Dantas recalcados que vomitam ódios viscerais. Obrigada!

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