Debunking Lovecraft and others.


“Os mitos de Lovecraft implicavam a existência de entidades superiores ( extraterrestres ) que se relacionaram com o Homem primitivo. Lovecraft usou as mitologias suméria, egípcia e outras para criar essas entidades. Foi pioneiro nessa ligação apesar de, ao contrário de Ron Hubbard, nunca as ter tomado por crenças pessoais, que fossem, de facto, algo em que acreditasse. Pessoalmente, considero que Lovecraft não lhes seria imune, apesar de essa ser uma mera suposição. Daniken levou essa ideia das deidades a interferirem com o Homem primitivo para um outro campo. ( Nesta conversa também podíamos invocar Rod Serling, por exemplo. ) A ser uma forma de “religião”, um sistema de meras crenças, julgo que tem tanta credibilidade como qualquer outra religião. Aliás, as religiões “oficiais” são fabulações idênticas, repletas de visões fantásticas, personagens com características “não-humanas”, referências ao “céu” como habitat das divindades, sem bem que poucos tenham o atrevimento de as ver por essa perspectiva. Para serem algo aceite pela Ciência, estas “mitologias” esbarram frontalmente com a essência daquilo que é a própria ciência. No entanto, também o Cristianismo o faz… A figura de Daniken é controversa e todos sabem que ele próprio negou o que defendia nos seus livros. Mas as suas ideias deram frutos ( Robert Temple, por exemplo ) e, tirando tudo aquilo que o senso comum considera disparatado, ainda sobra algo que nos leva a colocar questões interessantes: E se?… Mas isto dava “pano para mangas”…”

Pedro Ventura ( in Facebook )

Porque, por vezes, ainda surgem conversas interessantes no FB. Começou com Barbelo e já vai em Lovecraft e Daniken. Estejam à vontade para comentar.

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Esta entrada foi publicada em Literatura estrangeira, Lovecraft, mitos, Pedro M R Ventura. ligação permanente.

6 respostas a Debunking Lovecraft and others.

  1. A primeira referência a “astronautas da antiguidade” foi em _Edison’s Conquest of Mars_ de Garrett Puttnam Serviss, um romance serializado em 1898 que tem Thomas Edison como protagonista e que pelo meio contempla a possibilidade das pirâmides terem sido construídas por extraterrestres. Foi, além disso, a primeira space opera da história da ficção científica.

    Também tenho sérias dúvidas que o tio Ron tenha tomado essas crenças para si, fora da propaganda oficial da cientologia. LRH afirmou várias vezes (a amigos como o editor John W. Campbell ou Ted Sturgeon, por exemplo) tê-la criado apenas para aproveitamento monetário: “You don’t get rich writing science fiction. If you want to get rich, you start a religion.”

    • Tinha-me esquecido desse trabalho pioneiro em tantos aspectos. E temos Charles Fort! É outro nome incontornável.

      • Pedro Ventura diz:

        Charles Fort já trilha outros caminhos, apesar de alguns pontos de contacto. A referência que o Luís faz é realmente importante. Mas Lovecraft deu uma maior dimensão ao assunto e acho que não foi só o Kraken que o inspirou…

        Estamos no campo da especulação, mas como o próprio Sagan afirmou, podemos colocar essa hipótese, apesar de ser improvável e por provar. São referidos mitos como o de Oannes. Não é difícil especular nesta direcção quando ainda há tanto no campo do inexplicável, quando há os “out-of-place artifacts”, etc. Os próprios mitos religiosos que hoje conhecemos apontam numa direcção idêntica por “emanarem” de mitos mais antigos. O próprio Antigo Testamento reestrutura esses mitos, sem os deixar perder aquele “brilho” especulativo – e nem sigo para os apócrifos. Há ali uma panóplia de elementos que, enfim… abrem certa possibilidades… Pior! Os “gaps” em certos textos do AT levam-nos a fabular ainda mais. Julgo que nem é preciso estar aqui a puxar de referências.

        Muitos crentes cristãos, por exemplo, não têm consciência ( lá vem a parte de ir para a fogueira ) que acreditam em algo comparável a Roswell. É o velho carrocel do “desceu dos céus”… Bem, agora já tinha de falar de Ezequiel, aparições e outras coisas em termos comparativos e especulativos…

        Um aspecto interessante: Francis Crick, um dos homens que decifrou a estrutura do DNA ( nenhum tonto, portanto ), tem um interessante livro chamado Life Itself. Hoje em dia, a panspermia não parece assim um ideia tão descabida depois da descoberta de extremophilos.

        Mas já estou a derivar muito.

  2. Ou seja, embora possa parecer estranho, não o é mais, nem menos que qualquer outra religião.

    Como disse Stuart Chase: “Para aqueles que acreditam, nenhuma prova é necessária, para os que não crêem, nenhuma prova é possível.”

    • Pedro Ventura diz:

      Nem mais, Vitor! Mas se eu disser que acredito na Panspermia ou num fundo de veracidade para certos mitos antigos, sou maluco, se disser que acredito que um sujeito abriu o mar para um povo por lá passar sou apenas crente e bom rapaz.

  3. Pedro Almeida diz:

    A teoria da panspermia, presumindo que a percebi relativamente bem, nem é assim tão descabida e por acaso é coisa sobre a qual já tinha pensado. O fim dos dinossauros, precipitado pela colisão de um meteorito, no fundo criou as condições para que as seguintes formas de vida pudessem prosperar, incluindo nós. Daí que não seja nada descabido.

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